Copacabana, Pura Poesia

[Foto: Rita Costa].

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COPACABANA, PURA POESIA
(Rita Costa)

E lá vem ele exuberante,…
mais um dia de sol quente,
nem precisa ser verão.
Chegam de todos os lados,
moradores ou não,
rede cheia, corpos morenos.
De um lado para o outro,
isopor na mão,
cadeiras coloridas.
Na areia, meninas:
a recatada e a perdida,
ninguém sabe,
ninguém liga,
nem importa se é ou não!
O joguinho de cartas,
o papo descontraído,
cerveja gelada,
nunca é dia perdido.
Entre os prédios a benção divina;
de braços abertos ele ilumina,
diversidade de cores e de sabores,
flertes, olhares,… amores.
Na beira, a observar
contornos a caminhar,
sobe a fumaça pelo ar.
Crianças correm para a espuma,
mães neuróticas a gritar,
o dia rola,…
termina.
Ai que dia!
Copacabana, pura poesia.
- Aí valeu! E amanhã, você vai vir?
- Claro que sim!
- Volto para curtir,…
onde o mundo vem se divertir.
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16 comentários sobre “Copacabana, Pura Poesia

  1. O Rio de Janeiro continua lindo… Dá até vontade de andar na praia e no calçadão. Você descreve perfeitamente o Rio, dá até para sentir os cheiros, ouvir os sons e tudo mais. O Brasil é ótimo, mas ainda prefiro aqui. Abraços.

  2. Coração de chumbo

    Não se sabe, se foi por falta de instrução ou de compreensão
    Só sabe mesmo quem conheceu o homem que desejou o céu e criou o avião
    Sonhou e Desafiou a física, e logo depois desvendou toda uma ficção
    Voou tão alto, que lá de cima viu a china e enxergou o Japão
    E logo viu também, que tudo isso era a mais pura ilusão
    Pois se sentiu só, por não ter ninguém no azul da imensidão
    Agora ele está invertendo o sentido dessa louca obsessão
    Trabalha horas sem parar de martelar, em busca da perfeição
    O seu novo plano por engano, é trazer o tal céu pro chão
    Não por egoísmo e nem por ambição, mas sim por atração
    De poder tocar nas nuvens, sem o risco de ficar sem quem dar a mão
    Esse é o sonho desafiador, do pobre homem que sonha em vão
    Além do céu, tem o desafio das perguntas feitas pela razão
    Mas a sua resposta não tem proposta, e nem explicação
    Nem mesmo a ciência sabe dizer o que é certo ou adivinhação
    O desafio está só pra quem não usa óculos, não assimilando a lição
    Pois o céu só é impossível pra quem ver e não tem visão
    Antes ele era cego, por achar que altura é sinônimo de atenção
    Hoje ele aprendeu a usar menos a mão, e muito mais o coração
    Trocou as suas velhas chaves e ferramentas pela cura da observação
    Fechou as portas da sua oficina, e abriu as portas da conotação
    Andou dois dias falando sozinho, dando topadas por trilhas sem direção
    Parecia estar frustrado por um aprendizado, e feliz por tudo que viu à prestação
    Parou bem próximo do limite de um penhasco, era uma natureza de eliminação
    De qualquer vida sofrida, ou de qualquer coração partido por uma traição
    Antes do salto ele olhou pro alto, procurando o motivo da falha de sua criação
    Reparou em alguns pássaros os seus leves movimentos de flutuação
    E de repente viu um deles sendo atingido por um caçador que vestia muita munição
    Isso tudo se tornou a tal resposta, pra quem vê o mundo sem os olhos do cão
    Só os pássaros podem voar, por não conhecerem o poder da destruição
    Nós homens não voamos porque já temos o maldito poder da livre opção
    Tendo então em primeiro lugar a opção da destruição, incluindo o céu a nossa prisão…

    “O homem não voa, mas não por falta das penas
    E sim por falta de pena…”
    

  3. DIA…
    Aterrisando de um intenso vôo de fantasia
    Nos meus olhos um clarão uma agonia
    Na janela vejo o sol e no meu ser um novo dia
    Pesadelo pra quem sonha, prazer pra quem o aprecia
    Com uma mão abro a pia e na outra a água fria
    No espelho o antônimo de quem ontem só sorria
    Na cozinha umas bolachas com suco de melancia
    E na calçada uma esperança de barriga vazia
    Mas o rádio já dizia que o meu time já vencia
    Apaixonados por futebol ou fanáticos por idolatria?
    O relógio me mostrava o velho tempo que me esquecia
    Com as catracas e os ponteiros só quem sonha negocia
    Abro a porta e vejo carros buzinando por toda a via
    Engarrafamento pra quem via, sofrimento pra quem sentia
    Na calçada um pobre jovem que só pedia, mas nem queria
    Na vitrine uma tv com a imagem de um velho homem que dizia:
    “Andei muito, falei pouco, reparei o dia e ganhei na loteria…”
    Perdi o tempo e o ponto, mas parou lá na frente da padaria
    Ao subir ganhei um sorriso e um bom dia, da mão que dirigia
    No corredor uma criança que tentava mas não vendia
    Para ajudar eu puxei umas moedas e comprei uma bateria
    Nos seus olhos um sorriso de quem só sofria, mas nem sabia
    Entre os meus dedos uma certeza que não se escondia
    Era só um metal gelado que gerava mais de uma energia
    Isso é a matéria prima que se transforma em minha sabedoria
    Comprei a ciência da criança e ignorei a minha hipocrisia
    Misturando o real do mundo com um pouco de poesia
    Desci do ônibus e pisei em um pacote de presente que alguém já perdia
    Guardei na mochila pra evitar algumas perguntas lá na frente da portaria
    Quando eu entrei todos estavam festejando com um bolo e uma cantaria
    Era o aniversário da nossa chefa e eu não trouxe nenhuma cortesia
    Fui me esconder no banheiro e me lembrei do escondido que eu trazia
    Foi quando eu abri aquele pacote que me lembrei o que era a mais pura alegria
    Era pequena e frágil, mas era uma agenda calculadora de ultima tecnologia
    Já estava ali na minha frente a surpresa pra quem me paga e me vigia
    Mas pela falta da bateria o drama trágico se transformou em ironia
    Lá estava no meu bolso o aço gelado que comprei por bondade e sem teoria
    E foi assim que o meu presente destacou-se no meio daquela prataria…

    A verdadeira bondade é uma magia, que vem do coração, e sem teoria…  

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