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COPACABANA, PURA POESIA
(Rita Costa)
E lá vem ele exuberante,…
mais um dia de sol quente,
nem precisa ser verão.
Chegam de todos os lados,
moradores ou não,
rede cheia, corpos morenos.
De um lado para o outro,
isopor na mão,
cadeiras coloridas.
Na areia, meninas:
a recatada e a perdida,
ninguém sabe,
ninguém liga,
nem importa se é ou não!
O joguinho de cartas,
o papo descontraído,
cerveja gelada,
nunca é dia perdido.
Entre os prédios a benção divina;
de braços abertos ele ilumina,
diversidade de cores e de sabores,
flertes, olhares,… amores.
Na beira, a observar
contornos a caminhar,
sobe a fumaça pelo ar.
Crianças correm para a espuma,
mães neuróticas a gritar,
o dia rola,…
termina.
Ai que dia!
Copacabana, pura poesia.
- Aí valeu! E amanhã, você vai vir?
- Claro que sim!
- Volto para curtir,…
onde o mundo vem se divertir.
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desejo convidar vc a ler o meu último livro de poemas, Erótica:
http://www.lulu.com/content/2859833
Por: oalentodamusa em 26 Julho, 2008
às 5:12 pm
Saluti dall’Italia!
Por: ginoilsalumiere em 28 Julho, 2008
às 10:57 am
O Rio de Janeiro continua lindo… Dá até vontade de andar na praia e no calçadão. Você descreve perfeitamente o Rio, dá até para sentir os cheiros, ouvir os sons e tudo mais. O Brasil é ótimo, mas ainda prefiro aqui. Abraços.
Por: Tomáz em 28 Julho, 2008
às 12:46 pm
lindissimo o que acabei de ler!rita continua a escrever assim,olha aproveito para te pedir licença para adicionar teu blog,e também te convidar a passar no meu.uma boa semana rita e beijos.http://anappalavrassoltas.blogspot.com
Por: ANAP: em 1 Setembro, 2008
às 4:07 pm
A leitura desse poema nos impõe o ritmo de um bairro que diz muito sobre o carioca. Ondas lambendo a areia dos sentidos. Conhecidos e desconhecidos…
Por: ju rigoni em 4 Setembro, 2008
às 2:28 pm
Lindo demais este blog, não conhecia ainda, depois vou linká-lo em meus outros blogs, adorei o que escrevestes rita, beijos e boa semana
Por: dete em 8 Setembro, 2008
às 11:18 pm
Olá, Rita!
Gostei muito dos seus blogues, pelo que tomei a liberdade de os linkar ao meu.
Bjo,
Milouska
Por: milouska em 13 Setembro, 2008
às 4:43 pm
E ae Parceiro!
Acredito que isso vá te interessar:
Google adsense e o poder do F
http://dicadedica.blogspot.com/2008/09/google-adsense-e-o-poder-do-f.html
Só postei aquii porque vc não tem um cbox pra esses avisos de ultima hora, um abraço…
Por: Dica de dica - Os melhores templates grats para o seu blog em 19 Setembro, 2008
às 6:27 pm
Rita,
Estive aqui para conhecer o seu trabalho. Gostei muito do Copacabana, Pura Poesia. Suas imagens são tão reais que levam a gente à praia junto com esse povão. Parabéns!
Por: Eurico de Andrade em 3 Outubro, 2008
às 5:16 pm
parabens pelo lindo site!
e principalmente pelo poema, vou colocar no meu trabalho de português!
obrigado, adolfo!
Por: adolfo em 5 Outubro, 2008
às 11:09 pm
oi, Rita!!!!
Vai lá conhecer o novo Compartilhando as Letras.Beijinhos.
Por: Sonia Regly em 12 Outubro, 2008
às 6:03 pm
Que maravilha de poesia menina, você conseguiu mostrar o melhor que o rio tem. Parece que a gente está ail Aí que vontade que dá.
Por: icommercepage em 22 Novembro, 2008
às 9:23 pm
Coração de chumbo
Não se sabe, se foi por falta de instrução ou de compreensão
Só sabe mesmo quem conheceu o homem que desejou o céu e criou o avião
Sonhou e Desafiou a física, e logo depois desvendou toda uma ficção
Voou tão alto, que lá de cima viu a china e enxergou o Japão
E logo viu também, que tudo isso era a mais pura ilusão
Pois se sentiu só, por não ter ninguém no azul da imensidão
Agora ele está invertendo o sentido dessa louca obsessão
Trabalha horas sem parar de martelar, em busca da perfeição
O seu novo plano por engano, é trazer o tal céu pro chão
Não por egoísmo e nem por ambição, mas sim por atração
De poder tocar nas nuvens, sem o risco de ficar sem quem dar a mão
Esse é o sonho desafiador, do pobre homem que sonha em vão
Além do céu, tem o desafio das perguntas feitas pela razão
Mas a sua resposta não tem proposta, e nem explicação
Nem mesmo a ciência sabe dizer o que é certo ou adivinhação
O desafio está só pra quem não usa óculos, não assimilando a lição
Pois o céu só é impossível pra quem ver e não tem visão
Antes ele era cego, por achar que altura é sinônimo de atenção
Hoje ele aprendeu a usar menos a mão, e muito mais o coração
Trocou as suas velhas chaves e ferramentas pela cura da observação
Fechou as portas da sua oficina, e abriu as portas da conotação
Andou dois dias falando sozinho, dando topadas por trilhas sem direção
Parecia estar frustrado por um aprendizado, e feliz por tudo que viu à prestação
Parou bem próximo do limite de um penhasco, era uma natureza de eliminação
De qualquer vida sofrida, ou de qualquer coração partido por uma traição
Antes do salto ele olhou pro alto, procurando o motivo da falha de sua criação
Reparou em alguns pássaros os seus leves movimentos de flutuação
E de repente viu um deles sendo atingido por um caçador que vestia muita munição
Isso tudo se tornou a tal resposta, pra quem vê o mundo sem os olhos do cão
Só os pássaros podem voar, por não conhecerem o poder da destruição
Nós homens não voamos porque já temos o maldito poder da livre opção
Tendo então em primeiro lugar a opção da destruição, incluindo o céu a nossa prisão…
“O homem não voa, mas não por falta das penas
E sim por falta de pena…”
Por: evandro em 26 Novembro, 2008
às 9:49 am
DIA…
Aterrisando de um intenso vôo de fantasia
Nos meus olhos um clarão uma agonia
Na janela vejo o sol e no meu ser um novo dia
Pesadelo pra quem sonha, prazer pra quem o aprecia
Com uma mão abro a pia e na outra a água fria
No espelho o antônimo de quem ontem só sorria
Na cozinha umas bolachas com suco de melancia
E na calçada uma esperança de barriga vazia
Mas o rádio já dizia que o meu time já vencia
Apaixonados por futebol ou fanáticos por idolatria?
O relógio me mostrava o velho tempo que me esquecia
Com as catracas e os ponteiros só quem sonha negocia
Abro a porta e vejo carros buzinando por toda a via
Engarrafamento pra quem via, sofrimento pra quem sentia
Na calçada um pobre jovem que só pedia, mas nem queria
Na vitrine uma tv com a imagem de um velho homem que dizia:
“Andei muito, falei pouco, reparei o dia e ganhei na loteria…”
Perdi o tempo e o ponto, mas parou lá na frente da padaria
Ao subir ganhei um sorriso e um bom dia, da mão que dirigia
No corredor uma criança que tentava mas não vendia
Para ajudar eu puxei umas moedas e comprei uma bateria
Nos seus olhos um sorriso de quem só sofria, mas nem sabia
Entre os meus dedos uma certeza que não se escondia
Era só um metal gelado que gerava mais de uma energia
Isso é a matéria prima que se transforma em minha sabedoria
Comprei a ciência da criança e ignorei a minha hipocrisia
Misturando o real do mundo com um pouco de poesia
Desci do ônibus e pisei em um pacote de presente que alguém já perdia
Guardei na mochila pra evitar algumas perguntas lá na frente da portaria
Quando eu entrei todos estavam festejando com um bolo e uma cantaria
Era o aniversário da nossa chefa e eu não trouxe nenhuma cortesia
Fui me esconder no banheiro e me lembrei do escondido que eu trazia
Foi quando eu abri aquele pacote que me lembrei o que era a mais pura alegria
Era pequena e frágil, mas era uma agenda calculadora de ultima tecnologia
Já estava ali na minha frente a surpresa pra quem me paga e me vigia
Mas pela falta da bateria o drama trágico se transformou em ironia
Lá estava no meu bolso o aço gelado que comprei por bondade e sem teoria
E foi assim que o meu presente destacou-se no meio daquela prataria…
A verdadeira bondade é uma magia, que vem do coração, e sem teoria…
Por: evandro em 26 Novembro, 2008
às 9:50 am